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Com 290 quilos eu já não tinha mais alto-estima. Meu único prazer era comer. Não me era possível ter uma vida normal. Andava com dificuldade, minha higiene intima eraFoto enviada aos programas de TV. precária e minha vida sexual uma droga. Provavelmente, aliado a todos esses problemas, eu deva ter entrado em uma depressão que possivelmente me levaria à morte. Apesar de todo amor e carinho com que minha esposa e família me tratavam, eu não me animava, e emagrecer era um sonho impossível. Nessa época, para ajudar  a degradação do meu organismo, fumava 2 maços de cigarro por dia. Minha mãe desesperada escrevia cartas para programas de Tv como Ratinho , Leão Livre e Xuxa com a esperança de que alguém me ajudasse, patrocinando um Spa ou algum tratamento eficiente. Dei entrevistas às emissoras de Tv locais e fazia um apelo para que alguém me ajudasse. A única ajuda que obtive foram 2 pacotes de chá emagrecedor que alguém enviou à emissora em troca da propaganda, a quem eu sou grato. Eu já havia ouvido falar da gastroplastia, mas nunca me aprofundei no assunto, pois até ir para São Paulo e consultar com os médico especialista era complicado. Sabia que se tratava de um tratamento caro e eu não tinha condições de pagar por ele e já tinha conhecimento de que a fila nos Hospitais públicos ultrapassava os 15 anos de espera. Eu não dispunha desse tempo. Foi quando minha prima Cláudia, que é nutricionista do Hospital de Clínicas de Marília me informou de que havia uma equipe de médicos que já havia feito uma cirurgia dessas aqui mesmo. Animei-me e procurei o Dr. Benedito Pilon, gastroenterologista que havia feito essa tal cirurgia. Mas se você quiser saber do resto vá na seção  gastroplastia .